quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O Hobbit A Desolação de Smaug

Em dezembro de 2009, com Avatar, Hollywood lançou as fichas para tentar, mais uma vez, popularizar o cinema 3D, agora com o suporte tecnológico para fazer um filme saltar diante dos olhos do espectador. Em cartaz a partir desta sexta em todo o mundo, O Hobbit — A Desolação de Smaug é exemplo de como a aposta está sendo lucrativa.

Este investimento para manter e ampliar o público nas salas ofertando uma experiência de imagem e som não reproduzível na sala de casa já foi encarado - exageradamente - como questão de sobrevivência da indústria cinematográfica. No novo modelo do cinema comercial, os orçamentos inflaram, e o retorno precisa se dar em menor tempo, com lançamento globalizado e ocupação maciça do circuito pelos grandes títulos.

Segundo a edição de novembro da revista Filme B, publicação do portal homônimo que é referência em análise do mercado cinematográfico, o ingresso mais caro do 3D adicionou US$ 6 bilhões à indústria em todo o mundo desde 2006. É um mercado em expansão: dados indicam que, em média, 25% do público prefere o 3D, 25% o rejeita e existem 50% a serem seduzidos pelo formato.

O Hobbit - A Desolação de Smaug é uma isca das mais atrativas para fisgar convertidos e incréus. Como no primeiro filme da nova trilogia do diretor Peter Jackson adaptada da saga O Senhor dos Anéis, a nova aventura terá exibição em múltiplos formatos: versões legendadas e dubladas com cópias 3D e convencionais, Imax e naquele que é o xodó de Jackson, a High Frame Rate (HFR ou "alta taxa de quadro"), com projeção a 48 quadros por segundo, que lança na tela uma imagem muito mais cristalina e definida, sobretudo quando combinada ao 3D. O faturamento do primeiro Hobbit apenas nos cinemas foi de US$ 1 bilhão.

Entre tantas gambiarras feitas para se valer do ingresso mais caro do 3D, A Desolação de Smaug chega como um bálsamo para demonstrar o potencial do formato. A excelência tecnológica do filme ajuda a manter o interesse daqueles não tão íntimos dos cenários da Terra Média pelo correr das duas hora e meia da gincana protagonizada pelo hobbit Bilbo Bolseiro (Martin Freeman). Dando sequência à jornada anterior (que faturou US$ 1 bilhão só nos cinemas), Bilbo acompanha um grupo de guerreiros anões que desejam retomar seu reino de Erebor, agora sob tutela do tenebroso dragão Smaug, que repousa sobre o imenso tesouro acumulado pelos enfezados pequeninos.

Já dominando os poderes do anel mágico que roubou do Gollum (que não dá as caras nesse capítulo), Bilbo mostra carisma e coragem em sequências prodigiosas no uso dos efeitos digitais, como o primeiro round da luta com Smaug no castelo de Erebor. O gongo toca no clímax da batalha. Continua em dezembro que vem, tempo preciso para contar a fortuna que começa a tilintar na caixa-forte de Bilbo, Jackson e companhia.

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