quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Disputa de área pública termina com carro cimentado em Belo Horizonte

 Uma briga de vizinhos por causa do uso de um espaço público acabou com um veículo cimentado sobre a calçada na região oeste de Belo Horizonte, no sábado (7). O inusitado caso vem chamando a atenção de curiosos que passam pelo local.

O local da disputa é uma rua inacabada, muito íngreme. Segundo frentistas do posto de gasolina anexo à zona de conflito, há algum tempo o advogado Márcio Parreiras Drumond usa a área para expor carros para revenda. Nesta quinta-feira (12), havia três carros no local, além do veículo cimentado.

Na esquina dessa rua está em construção um prédio de lojas comerciais. Segundo a advogada Tatiana Mafaldo, que trabalha para os responsáveis pela obra, há cerca de 20 dias os operários da construção vinham pedindo para Drumond retirar o carro da calçada.

Eles precisavam da remoção para cimentar a calçada, conforme previsto no projeto da obra aprovado na prefeitura. "Tentamos falar, pedimos [para Drumond], mas ele disse para ninguém colocar a mão no carro, disse que tem autorização da prefeitura", afirmou o mestre de obras Adilson Antônio de Souza, 38.

"Falamos com o dono da obra, que mandou cimentar o passeio", completou o operário.

 A advogada da obra disse que foi feita uma denúncia na prefeitura com pedido de apuração de comércio irregular na rua, mas que a fiscalização esteve no local e não teria visto nenhuma irregularidade. Segundo ela, foi tentado de tudo para a retirada do veículo.

Mafaldo disse que a retirada do carro é necessária para que a calçada seja concluída. Segundo ela, os responsáveis pela obra deram um projeto arquitetônico para a prefeitura executar, de forma a transformar a rua inacabada em uma ligação para pedestres, com escada e jardim.

Ela disse que nos próximos dias deve entrar com ação na Justiça para a retirada do carro, já que a obra tem prazo para ser concluída.

A reportagem entrou em contato com Márcio Drumond, que disse que se manifestaria por e-mail, mas até as 18h15 não enviou resposta à reportagem.

Procurada, a administração regional oeste da prefeitura ficou de pesquisar sobre a denúncia de comércio irregular feita pela obra, mas ainda não respondeu.

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